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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Wherever you will go




Eu sou ...


Por não me veres sempre que desejas, posso dizer que te amo perdidamente
Por não ouvires a minha voz chamar por ti, posso dizer que te entreguei a alma e o coração
Por não estar sempre ao teu lado, posso afirmar-te que o que sinto não é mera paixão.
Por estar distante da tua vida, mesmo assim posso garantir-te que me completas plenamente! 

Eu sou o sussurro que preenche os teus sonhos, quando a tua consciência adormece
Eu sou a brisa que cobre o teu corpo com os lençóis e simplesmente desaparecem
Eu sou a melodia que a tua cabeça entoa sem que a consigas fazer parar
Eu sou os sonhos que preenchem a tua alma e pelos quais tu queres lutar! 

Eu sou a sombra que te acompanha, sem que o possas evitar,
Eu sou o nome que prenuncia-as, sem que a alguém possas associar
Eu sou o desejo de um algo que não consegues determinar
Eu sou aquela que te vê, sem que tu te apercebas que te está a olhar! 

Eu sou um tudo e um nada que dentro de ti tem vindo a nascer
E por não ser nada, eu dentro de ti vou permanecer
Para que um dia, quando a minha voz possas escutar
Percebas que eu sou o tudo que tu és, e que nasci para te amar!

Yonaradreams

Suspiro





Hoje dei um suspiro e senti algo diferente. Ou melhor, esse suspiro era diferente e depois dele todos os suspiros que se sucederam também eram diferentes.
Eles eram mais profundos.
Suspirava com vontade, sabe! Com vontade de sorrir, de chorar, de gritar.
Acho que esses são suspiros da paixão.
Sinto saudade, vontade, desejo.
Sei que esses suspiros são proibidos e quase utópicos.
Porém confesso que estou gostando de senti-los.
Não sei por quanto tempo continuarei suspirando por você.

Mas não quero parar de suspirar agora.  
Manuela Paiva

Sentimento imortal




Curioso o sentimento de liberdade, mais ainda quando pensamos nele de maneira mais ampla, e vemos que além de pedir a mesma, precisamos pregar pela mesma. Ou seja, devemos dar direito de escolha, não que faça alguma diferença se não dermos. Tendo em vista, que nossos desejos e quereres são de importância apenas para nós mesmos. Mas de nos permitir pensar que as pessoas tem sim suas liberdades, e que elas podem por que não? Não gostar de você. É um direito delas, mesmo que você tenha ou não dado motivos para isso, mas é um direito dela, você pode tentar fazer a pessoa mudar de opinião a seu respeito, mas jamais exigir, ou mesmo garantir a uma terceira pessoa que a mesma mudou de opinião sobre você. 
Sabe aquele papo que ouvimos falar sobre livre arbítrio? Pois é, ele tem um significado muito mais amplo do que a maioria das pessoas pensa, pois não se deve apenas entre a escolha do bem e do mal, ou se você que é de uma igreja X ou Y, ou se é Ateu ou Deísta, não é só por ai. Hoje, sinto que evolui bastante nesse sentido, antes quando era bem mais novo, e bem imaturo, buscava que todos gostassem de mim, ou ao menos não pensassem mal a meu respeito. Só que hoje vejo que o que importa, é ser você mesmo, e quem quiser gostar de você do jeito que você é, você põem tudo de você pra essas pessoas. Pois pense comigo, a vida é curta, para que perder tempo com pessoas que não te dão valor que você sabe que possui? Não estou sendo narcisista, pois acredito que todo ser humano tenha sua qualidade, e seu devido valor, mas, algumas não sabem usa-lo.


Mário Figueira



quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sentimentos


Ainda pouco pude ver
Um imenso azul do mar
Novamente em você
Pensamento foi parar
Eu tentando falar o quanto eu amo você
E pensando assim dentro de mim

Todos os meus beijos são só pra você
Todos meus abraços você vai ter
Sempre que a chuva cair
Vou imaginar você aqui

Te encontrar nos detalhes mais banais
É confirmar que os meus sonhos são reais

domingo, 2 de maio de 2010

Reflexão



Poderei eu, algum dia, compreender o vazio da minha existência, se nem mesmo compreendo o meu viver? Permito-me guiar pelos desejos, constantemente momentâneos, fico revivendo meus atos insensatos, minhas instâncias desumanas. Julgo-me impiedosamente, arremesso à minha alma toda a culpa, a semi-dor não sentida. Dor essa, que se não compreendida não seria dor, poderia se transformar em risadas compulsivas...

Penso, penso, me arrependo de pensar. Se não pensasse, o que antes belo não se tornaria em minha mente o horror. O que passa muito tempo sendo repensado atravessa o universo da perfeição ao deficiente. Deveria mesmo, eu, ter pensado dessa maneira, deixando-me hipnotizar pelo que me foi dito com grotesca imprecisão?

Não deveria importar-me sem primeiro refletir, mas que refletir seria este, sem prévio reflexo determinado? Reflexo, não. Luz intensa que ao invés de mostrar o caminho, simplesmente desvai-se em escuridão. Veja. Tente simplesmente enxergar, algo incandescente, quanto mais fortalecido, mais obscuro se torna. Isso faz sentido? Comparemos a luz à incerteza. 


Bý: Priscila (superPêh)